“If anyone finds the objects looted from the Bagdad Museum, please contact the British Museum” / “Se alguém encontrar os artefatos roubados do museu de Bagdad, por favor contate o Museu Britânico”


The title of this post is a reproduction of an ad published in one of the 2004 issues of the Art Newspaper. I had just arrived in the UK and I don’t know why and where, I got a copy of that publication. But there it was. A national museum owned by one of the main aggressor countries to Iraq was claiming for itself the looted objects from a museum in the country invaded by its patrons. Confused? Me too.
Partenon remains The British Museum has it all except British objects, with the exception of a few saxon coins and minor objects. From the Elgin marbles, hammered out of the Athens Partenon during the 19th century, with the authorisation of the Turkish Ottomans who then ruled over Greece, the English looted everywhere they went and thus constructed their ‘British’ Museum. Deaf to the Greek claims that the marbles be returned, the English repeat the mantra that they are the ones who know how to take care and preserve everybody else’s stuff.
As the act of hammering art out of ancient buildings clearly proves.
Benin panels But it continues. In the Benin room, inside the African section, there live the looted objects said in an informative plaque to have been found during the punitive expedition of 1897. Which begs the question: punitive for what? That is not stated. So let me tell you what happened:
The English wanted to go into Benin city. The Oba – the city’s leader – refused, inviting them to come back since that was the day that some ceremonies closed to foreigners were being held. Furious, with that Victorian attitude that Britannia rules the world, the English broke the city’s gates, looted and killed as they wished and even took a nice photograph posing with the prize.
benin_looting
In one of the room’s walls hang the bits and pieces of the destroyed sculpted bronze panels which used to adorn the door of Benin’s palace. Other artefacts in the room are accompanied by small plaques with the names of the objects’ donors, the men who found them: Major such and such, Colonel that and this and so on.
One of these days the museum will be opening a new room called ‘Iraq’ with educational panels informing us that “these objects were found during the punitive expedition of 2003”.
It remains to be seen whose names will be inscribed in the small plaques.

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O título deste post é uma reprodução de um anúncio publicado num dos números do ano de 2004 no Art Newspaper. Eu tinha acabado de chegar em Inglaterra e já não sei onde nem porquê peguei numa cópia daquela publicação. E aí vi o anúncio. Um museu nacional pertencente a um dos principais agressores ao Iraque reclamava para si os objectos pilhados no país que os seus patronos agrediram. Confusos? Também fiquei.
O Museu Britânico tem tudo menos objetos Britânicos à excepção de umas moedinhas e outras coisitas saxónicas. Desde os mármores de Elgin retirados do Partenon à martelada no século XIX sob o aval dos Otomanos que então dominavam a Grécia, os ingleses pilharam de tudo e assim construíram o seu Museu ‘Britânico’. Surdos quanto ás sucessivas exigências Gregas de que os mármores sejam devolvidos, os Ingleses repetem a mantra que quem sabe cuidar e preservar as coisas dos outros são eles.
Tal como o ato de extraír arte a martelo claramente comprova.
Mas não termina aqui. Na sala de Benin, na secção Africana, vivem os objetos ditos encontrados quando da expedição punitiva de 1897 conforme informa uma placa na parede da sala. O que levanta a pergunta: punitiva porquê? Tal já não é informado ao visitante. Então vou contar, foi assim:
Os ingleses queriam entrar na cidade de Benin. O Oba – líder da cidade – recusou convidando-os a voltar noutra altura pois nesse dia decorria uma cerimónia vedada a estrangeiros. Furiosos, com aquela atitude vitoriana de quem manda no mundo, os Ingleses rebentaram os portões da cidade, pilharam e mataram a seu belo prazer e ainda tiraram uma foto pousando com a pilhagem.
Numa das paredes da sala de Benin estão pendurados os destroços dos painéis de bronze esculpidos que ornamentavam a porta do palácio. Outros artefatos na sala estão acompanhados de plaquinhas com os nomes dos doadores, os homens que encontraram os objetos: Major fulano, Coronel beltrano e por aí vai.
Um desses dias vai haver uma salinha chamada ‘Iraque’ com o informativo: “estes objetos foram encontrados quando da expedição punitiva de 2003”.
Resta saber que nomes estarão desta vez inscritos nas plaquinhas.

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