Seydou Keita’s boy with bicycle / Rapaz com bicicleta por Seydou Keita


boy with bicycle
Everytime I review Seydou Keita’s work (link on the right), I pause for a moment in this particular image (left), one of the many portraits taken by Mali’s most famous photographer who worked during his country’s ‘late colonial period’. Keita made available to his customers a variety of props, clothes and background cloths, creating beautiful black and white portraits such as this. The African boy stands straight up, serious, hands on bike, looking solemnly into the camera while his image is frozen in time. The French beret, stripped shirt, the bike, all give the little boy that stereotypical French look, denouncing whose colonial possession Mali was. But it’s on the boy’s legs that my eyes end up always focusing. Dusty, they catch the spectator’s attention as if revealing that unexpected instance that Roland Barthes called the punctum, a detail that bruises and is poignant to the observer. A photographer’s accident? An indicator of this little spectrum’s boyhood? Or simply, a detail left to remind us of the condition of subalternity that, regardless of the European attirement, this boy’s skin colour had destined him to?

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Sempre que revejo o trabalho de Seytou Keita (ver link a direita), paro por alguns instantes nesta imagem (acima), um dos muitos retratos do mais famoso fotógrafo do Mali, que trabalhou no ‘período colonial tardio’ do seu país. Keita disponibilizava para seus clientes uma variedade de props, roupas e panos de fundo, criando belissímos retratos a preto e branco como este. O garoto Africano posa em sentido, sério, mãos na bicicleta, olhando solenemente para a câmara, enquanto a sua imagem é gravada para a posteridade. Boina Francesa, t-shirt às riscas, bicicleta, tudo dá a este garoto o ar estereotipado atribuído ao Francês, denunciando quem era o possessor colonial do Mali. Mas são as pernas do garoto que sempre atraem meu olhar. Empoeiradas, elas captam a atenção como que revelando aquele instante inesperado a que Roland Barthes chamou de punctum, um detalhe que fere e aguça os sentidos do observador. Um acidente do fotógrafo? Um indicator da ‘rapazice’ deste pequeno espectro? Ou simlesmente um detalhe que não nos deixa esquecer a condição subalterna à qual, apesar da vestimenta, este garoto foi destinado pela cor de sua pele?

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