First they forced them to leave, then they don’t let them in / Primeiro obrigam-os a sair, depois não os deixam entrar


Slave Trade This is one of the iconic images of the Atlantic Slave trade. The best estimates put the numbers of Africans transported across the Atlantic for four centuries at roughly 12 million. Not that slavery did not exist in the continent previously to Portuguese arrival in the mid fifteen-century, but the proportions it achieved, when Europeans came into the scene, were indeed unprecedented. Particularly in the eighteenth-century which accounts for half of the total number of Africans forced to leave their home to work the plantations and mines of the so-called ‘new world’. As more men and women were taken from Africa, more men and women in Europe got rich. Merchants, businessmen, bankers, slave traders and those who taxed them, all profited from the traffic of human beings. The fuel for the industrial revolution and western economic progress was provided by slave labour and the great divide that from then on separated wealthy Europe from devastated African has yet to be tackled.

SlaveShipBrookes Another iconic image of the Atlantic slave trade is the plan of an English ship, which shows how space was maximise to transport an optimal number of slaves. I’ve looked at it many times, and it suddenly came back to me as I was reading about the number of immigrants trying to cross over from war and hunger torn Africa to the dream of a better life in Europe. In the last twenty years, nearly 15.000 have died along the coast of Fortress Europe (for more information click on End Fortress Europe link on the right, under CausAs).

Immigrant boat They come in crowded boats, risking their lives, arriving, when they do, hungry, dehydrated at the verge of deadly exhaustion, often to die close to their dream or simply to be shipped back. It seems to me that wealthy Fortress Europe, which got rich over the centuries on the backbone of slave labour, has now the historical responsibility to provide for Africa, put an end to foreign debt – as if Africa still owed Europe anything – and open its borders accepting that a boat in such conditions is proof enough of passport and right of entry. Once Europe forced them to leave, now Europe must let them in. And get its ass of the sand to help an African man back on his feet.
desperate immigrant Gran Canaria

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Esta é uma das imagens icones na história do tráfico de escravos do Atlântico. As melhores estimativas colocam o número de Africanos transportados durante quatro séculos em aproximadamente 12 milhões. Não que a escravidão não existisse no continente antes da chegada dos Portugueses em meados do século XV, mas as proporções atingidas quando os Europeus entraram em cena, não tinham precedentes. Particularmente no século XVIII quando metade do número total de Africanos forçados a deixar a sua terra, para trabalhar nas plantações e minas do chamado ‘novo mundo’, foram transportados através do oceano. Quanto mais homens e mulheres eram levados de Africa, mais homens e mulheres na Europa enriqueciam. Mercadores, negociantes, banqueiros, traficantes de escravos e aqueles que a estes cobravam impostos, todos lucraram com o tráfico de seres humanos. O que possibilitou a revolução industrial e o progresso económico ocidental foi o trabalho escravo, e o grande fosso que a partir de então separa a abastada Europa da devastada Africa está muito longe de ser resolvido.
Outra imagem ilustrando a história do tráfico é o plano de um navio Inglês mostrando como maximizar o transporte de escravos. Vi esta imagem muitas vezes, mas veio-me á cabeça de novo quando lia sobre o número de imigrantes que hoje tentam atravessar o mar de uma Africa destruída pela guerra e pela fome para o sonho de uma vida melhor na Europa. Nos últimos vinte anos, perto de 15.000 já morreram ao largo da costa de Fortaleza Europa (para mais informação cliquem no link End Fortress Europe à direita, na categoria CausAs).
Eles chegam amontoados em barquinhos, arriscando suas vidas, chegando, quando chegam, esfomeados, desidratados e à beira da morte por exaustão, muitas vezes para morrer perto do seu sonho ou para simplesmente serem mandados de volta. Parece-me que a abastada Fortaleza Europa, que enriqueceu ao longo dos séculos ás custas do trabalho braçal escravo, tem agora a responsabilidade histórica de ajudar Africa, acabar com as dividas externas – como se Africa ainda deve-se alguma coisa à Europa – e abrir as suas fronteiras aceitando que um barco em tais condições é prova suficiente de passaporte e direito a entrada. Uma dia a Europa, obrigou-os a sair, agora a Europa tem de os deixar entrar. E levantar o rabo da areia para ajudar o homem Africano a se erguer.

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