Afros


afro Marcão is an Afro-Brazilian guy I know. He usually uses his hair braded, but today when I saw him he had let his hair down. Or rather up and all over as he showed up with his big Afro hair let loose. “Love the look!” I said. Well, apparently it causes him to get in trouble sometimes. Particularly with the police.
Since colonial times, big afros were thoroughly searched in the mines region by law enforcement to make sure slaves were not concealing any precious stones and taking away the crown’s ‘property’. No-one has searched Marcão’s afro per se, but when he lets his hair loose he increases his chances of being stopped, searched and questioned. It happens a lot. And sometimes he risks too much with his replies. But someone has to say something.
Rodrigo is another friend, who occasionally suffers from ‘bad hair’ days. He has been rudely asked what he was standing there for, while waiting for his turn at the bank cashier’s line. “What do you think? Because you’re so cute?”.
Be it a bank line or a street corner, a man with an afro can never just be standing to get his money or wait for his friend. Just being a black man looks suspicious to a lot of people. Imagine with an afro! It is simply too intimidating for small hair/brain people.
I got interested in the topic, so I asked my friend google about “Afro Hair” + Discrimination. Et voilá… speaking of banks…
Last year, in the state of Bahia, the Public Ministry of Labour sued the Bradesco bank for discriminating against the aesthetic choices of non-white employees. In its regulations in regards to the visual look of female workers, the bank actually ruled that women from “non-white races” were not allowed to wear their ‘natural hair’. The ministry demanded that the bank banned such rule from its manuals, publishing in the most circulated newspaper of the state, as well as in all national networks, that it understood that “the right to construct a physical image is a fundamental right of all Brazilian workers”. (source, in portuguese: http://www.dialogoscontraoracismo.org.br/index.php?option=com_content&task=view&id=85&Itemid=28)
afro_round2 I therefore hereby pay my homage to all afros! May they grow endlessly rivalling green canopies, lion heads and church domes! I don’t have one, but my hair is big enough to make a mane. Some days there is nothing I can do about it and today I love it for it. For having its own mind and for rebelling. It takes after me.

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Marcão é um amigo Afro-Brasileiro. Normalmente usa o cabelo entrançado, mas hoje quando o vi tinha soltado o cabelo. Para cima, para baixo, para os lados, apareceu com a sua grande Afro. “Adorei o visual!” disse eu. Bom, parece que lhe causa alguns problemas por vezes. Em particular com a policia.
Desde os tempos coloniais que as afros eram minuciosamente investigadas nas regiões mineiras pelas autoridades, para que os escravos não escondessem pedras preciosas, levando assim no cabelão a ‘propriedade’ da coroa. Ainda ninguém revistou a afro de Marcão per se, mas quando ele solta o cabelo ele aumenta as suas chances de ser parado, revistado e interrogado. Acontece bastante. E ás vezes ele corre riscos com as respostas que dá. Mas alguém tem de dizer alguma coisa.
Rodrigo é outro amigo, que ocasionalmente sofre de dias com ‘cabelo ruim’. Já foi rudemente interrogado sobre o que estava ali a fazer, quando esperava na fila do banco para ser atendido. “O que você acha? Que eu estou aqui porque você é bonito?”.
Seja na fila do banco, ou numa esquina de rua, um homem de afro não pode simplesmente ficar parado para sacar o seu dinheiro ou esperar o seu amigo. Só de ser negro já é suspeito para muita gente. Imagina ainda com uma afro! É simplesmente demasiado intimidante para muito gente de cabelo e cerebro pequeno.
Fiquei interessada no tópico e resolvi questionar o meu amigo google sobre “cabelo afro” + discriminação. Et voilá… falando de bancos…
No ano passado, no estado da Bahia, o Ministério Público do Trabalho processou o banco Bradesco por discriminação contra as escolhas estéticas dos seus funcionários não-brancos. Os regulamentos do Bradesco com relação à sua força de trabalho feminina informavam que a mulheres de raça que não a branca não era permitido usar seu cabelo natural. O ministério exigia que o banco banisse tal regulamento de seus manuais, publicando ainda no jornal mais lido da Bahia, assim como nas cadeias televisivas nacionais, que compreendia que “o direito à construção da imagem fisica é direito fundamental de todo trabalhador brasileiro”. (Fonte:
http://www.dialogoscontraoracismo.org.br/index.php?option=com_content&task=view&id=85&Itemid=28)
Por isso presto aqui hoje homenagem a todas as afros! Que elas crescem imesurávelmente competindo com copas verdes de árvores, cabeças de leões e abóbadas de igrejas! Não tenho uma, mas o meu cabelo é suficientemente grande para parecer uma juba. Há dias que nada consigo fazer com ele e hoje adoro-o por isso. Por ter ideias próprias e por ser rebelde. Sai a mim.

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