Monthly Archives: September 2009

Pricasso

Today I was visibly forced to think about art in action once more. This time using a rather unusual brush …

The Australian painter Tim Pratch, known as Pricasso is coming to the Erotika Fair in São Paulo http://www.erotikafair.com.br/V2/index.html, which will take place from the 9th to the 12th of October. Advertised as an international attraction at the event’s website, Pricasso paints portraits in 20 minutes at parties and bars, with hiiiiiiiis? … yes you guessed it… ‘PRIC’!

After watching the video below, I couldn’t decide whether I’d like a portrait of me, painted with this prictechnique, hanging in my living room…

So I checked the man’s website: http://www.pricasso.com/ and I found that from Mugabe to Bush, the pric has done them all. Curiously, I noticed that you never really get to see the pric, the brush, the artist tool. Check the videos on his website and you’ll see that to find the pric in Pricasso is harder than to find Waldo.

Until I see that pric in action, I’m not adding Pricasso to my favorites. But I would hang that portrait on the wall. Pric or no pric, the man is an artist.

Hoje fui visualmente forçada a pensar de novo sobre arte em ação. Particularmente no uso de um curioso pinçel…

O pintor australiano Tim Pratch, conhecido como Pricasso, vai participar da Erotika Fair em São Paulo http://www.erotikafair.com.br/V2/index.html, que decorrerá de 9 a 12 de outubro. Publicitado como atração internacional no website do evento, Pricasso pinta retratos em 20 minutos em festas, bares, etc., com a suuuuuuuuaaaa? … adivinharam … ‘PRICA’!

Após ver o video abaixo, eu não conseguia decidir se gostaria de ter o meu retrato, pintado com esta pricatécnica, pendurado na minha sala … falo da pintura e não da prica claro…

Fui ver o website do artista: http://www.pricasso.com/. De Mugabe a Bush, a prica pincelou todos. Curiosamente, notei que esta prica, este pincel, esta ferramenta do artista, nunca realmente aparece na cena. Vejam os vídeos no website de Pricasso e digam lá se encontrar a prica em pricasso é ou não é mais dificil que encontrar Wally.

Até eu ver essa prica em ação não ponho Pricasso nos meus favoritos. Mas penduraria aquele meu retrato na parede. Com prica ou sem prica, o homem é um artista.

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This is what democracy looks like / Isto é que é uma democracia

We can’t protest any longer. We run the risk of being tear gased, beaten with batons, rubber bullets and other modern robot cop accoutrements to keep their ‘order’, such as the innovative sound cannon. 10 years after Seattle anti-capitalists got smashed again. This time in Pittsburgh. And Obama even said that if those who protest ‘payed’ attention to what was happening at the Great20 idiots conference – of which he is a member – they would know that it was being decided how to make the market work for ‘ordinary people’…

Is that us? Well, we know that we are ‘ordinary’, normal, and they are the Great20 retarded idiots. In fact, that is precisely why we don’t want them to take over the world. Obama, we know how the market works for ‘ordinary people’. The problem is we don’t like it. Now, if you, Obama, had payed attention to what was happening on the streets you would know that.

He knows it of course, but since after all his color is not that of the back flags marching on the street, he couldn’t care less. That’s why the ‘Great democrat’ didn’t stop the police from attacking people. He could have. Or isn’t he supposedly the most powerful man in the world?

This is what democracy looks like … a police state a la Orwell’s Big Brother. 

Já não se pode protestar. Corre-se o risco de apanhar com gás lacrimogêneo, bastões na cabeça, balas de borracha e outros apetrechos modernos para manter o pessoal ‘na ordem’, tais como o inovador canhão de som. 10 anos após Seattle os anti-capitalistas voltaram a apanhar na cabeça. Desta vez em Pittsburgh. E o Obama ainda veio dizer que se quem protesta ‘prestasse atenção’ ao que estava acontecendo na conferência dos Grandes20 idiotas – dos quais ele faz parte – saberia que se estava decidindo como fazer o mercado funcionar para ‘as pessoas normais’…

Isso de normal é com a gente? Bom que a gente é normal, e os Grandes20 são idiotas retardados, já sabiamos. Por isso mesmo é que não queremos que eles tomem conta do mundo. Obama, a gente já viu como é que funciona o mercado para ‘as pessoas normais’. O problema é que a gente não gostou. E se tu tivesses ‘prestado atenção’ ao que estava acontecendo nas ruas, saberias isso.

Ele sabe claro, mas como a cor dele afinal não é igual à bandeiras negras que marcharam nas ruas, ele não quer saber. E foi por isso que o ‘Grande democrata’ não impediu a policia de partir para a porrada. Apesar de poder. Ou não é ele supostamente o homem mais poderoso do mundo? 

Isto é que é a democracia…um estado policial a la Orwell ‘Big Brother’.


The Soul Quarter / O Quarteirão do Soul

5 years ago, a group of friends stopped at a cross street in Belo Horizonte, Brazil, to pick up a CD from a friend, a car-washer who worked in the area. In it, were some of their favorite old tunes, when soul music came to be incorporated in Brazilian black culture as another symbol of afro-brazilian identity. They decided to test the CD, blasting the sound from their car. And then, nostalgic of the old days, their feet started getting nervous and they fully went back to black. More and more people joined the frantic dance and the ocasion became a weekly event in the city. An event were the brazilian veterans of black music reclaim the streets and spend their saturday afternoons expressing their love for the black soul.

I went there this saturday. As I turned the corner of São Paulo and Goitacazes, I was engulfed by a multitude of James Brown’s alikes. I felt I had time travelled to harlem 4 decades ago, to the scene of black music where a man always manages to keep his hat on through all his turns and twists to the beat.

Every saturday, the event attracts dozens and it has even been subject to a doctoral thesis. Below, a short video of Belo Horizonte’s Soul Quarter. Just to give you an idea.

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Fez 5 anos que um grupo de amigos parou num cruzamento em Belo Horizonte, Brasil, para pegar um CD de um outro amigo que trabalhava na area lavando carros. No CD estavam algumas das suas velhas musicas favoritas, quando a soul music foi incorporada na cultura negra brasileira como mais um símbolo de identidade afro-brasileira. Decidiram testar o CD ali mesmo, abrindo a traseira do carro e explodindo o som para a rua. E depois, bateu aquela saudade, os pés ficaram agitados e eles voltaram ao passado. O povo juntou-se a eles e a ocasião tornou-se em mais um dos eventos semanais da cidade. Um evento onde os veteranos brasileiros da black music dão show, resgatando a rua e tornando suas tardes de sabado numa expressão de amor pela alma negra.

Passei lá este sábado. Assim que virei a esquina da rua de São Paulo com a Goitacazes, vi-me rodeada de uma multidão de James Browns. Parecia que tinha viajado no tempo para um Harlem de há 4 décadas, para a cena da música negra onde um homem jamais perde o seu chapéu nas voltas da batida.

Todos os sábados, o evento atrai dezenas de pessoas e já foi até matéria de tese de doutorado. Abaixo um pequeno video do quarteirão do soul em Belo Horizonte. Só para terem uma ideia.


Protest as Art / A Arte do Protesto

people's marchI read the Great 20 idiots are meeting in Pittsburgh. Again. They meet all the time now! Didn’t they just meet in London? Or wherever Lula said those things about white northern boys ruining the economy. Is time flying by me or is it that I just can’t keep up with these people and their meetings up north?

But then again, who cares really? Unless you’re there to unleash your anger, why bother? It’s not like their meetings mean any significant change about anything. So, I didn’t waste my time with them. I wanted to know what the other side of the force was doing. So, I went looking for the protests. And, since the tear gas has been fired, they weren’t hard to find.

I of course send my best wishes to all the bottle throwers up north. I hope you succeed in landing them on the robot cops and their bosses. And thanks, for actually trying to do something about this mess.

Last but definitely not least, thanks for the art. Because where there are protests, there is some of the finest art.

Image and text, in posters and banners, performed in the public space, with the calling for a new ethic marching against the norm. That’s art.

Below, works produced for the G20 protests in Pittsburgh. For more on aRtivism, check out the first link on the right.

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Li hoje que os Grandes 20 idiotas se reuniam em Pittsburgh. De novo. Agora encontram-se o tempo todo. Não foi há pouco tempo que se encontraram em Londres? Ou seja lá onde for que o Lula disse aquelas coisas sobre terem sido os rapazes brancos do norte a arruinarem a economia. O tempo voou, ou eu que já não dou conta das atividades desta gente e seus encontros lá pró norte?

Mas também pouco importa. A menos que eu estivesse lá para soltar a minha fúria, o que me interessa este encontro? Não significa nada, nem nada vai mudar só porque eles se encontraram. Não perdi tempo com eles. Eu queria mesmo era saber o que é que o outro lado da força faz a respeito o assunto. Por isso, fui procurar os protestos. E como o gás lacrimogêneo já tinha sido lançado, não foi dificil encontrá-los.

Desejo o melhor a todos os atiradores de garrafas aí no norte. Espero que caiam todas nos robot cops e seus chefes. E obrigado, por tentarem fazer alguma coisa para resolver esta confusão.

Por fim, obrigado pela arte. Porque onde há protestos, há da melhor arte.

Imagem e texto, em posters e bandeiras, exibidas no espaço público, enquanto o canto por uma nova ética marcha contra a norma. Isso é arte.

Seguem alguns trabalhos produzidos para os protestos contra a G20 em Pittsburgh. Para mais sobre aRtivismo, ver o primeiro link na direita.

greenpeace G20 pittsburgh

Go Pittsburgh

the lines are in the sand

smash the g20  resistG20


We’re screwed / Estamos fodidos

we're screwed

It’s not the first time that New Yorkers wake up to the real news. The Yes Men have done it again and published a ‘special edition’ of the New York Post yesterday. It focused on climate change, a topic illustrated by the huge headline: WE’RE SCREWED! Right on time for the YET AGAIN meeting – this time in Copenhagen – that our useless politicians keep having to discuss what to do about the problem. And so they meet and meet and meet. But… have you seen any results?  

You can view this very special edition at: http://nypost-se.com/todays-paper/ And learn more about the prankster aRtivists by clicking on the links to their sites, on the right under media (‘corporate humiliation: The Yes Men’) and under causAs (‘Beyond Talk, Act Now’).

The Yes Men are notorious for their humourous take on anti-corporate activism. About 5 years ago one of them posed as Jude Finisterra from Dow Chemicals playing a prank on BBC. In an interview he announced that the corporation was going to pay billions in compensation to the Indian inhabitants of Bophal, victims of an environmental disaster 25 years ago that has killed thousands to this date. It was obviously a hoax that the BBC soon realized and the world of corporate media quickly condemned as a deception on the hopes of Bhopal’s vicims. But wait a minute… what bigger deception than to have seen the lives of thousands in your community destroyed while being ignored for decades by those responsible? Corporate media just looooooves to drive attention away from the real issues don’t they? 

This time however, The Yes Men’s ‘fake’ edition is only ‘fake’ because it was not published by the newspaper itself. But the issue calls attention to a very real report by the New York City Panel on Climate Change. This report, which you can read at http://www.nyc.gov/html/om/pdf/2009/NPCC_CRI.pdf, comments on the serious impact that extreme flooding and heat waves will have on NYC’s infrastructure.

Recently, The Yes Men debuted as filmmakers at the Sundance Festival with ‘The Yes Men Fix the World’, a film about the many pranks they pulled out over the years. Hopefully, this film will be available for downloading soon in an internet close to you. The site for the trailer: http://theyesmenfixtheworld.com/

Enjoy!!! Oh and I leave you with a photograph of the equipment proposed by the Yes Men  in order to survive any future catastrophes that may hit you wherever you are… Made by our very own Dick Cheney’s Halliburton. fix the world

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Não é a primeira vez que os nova-iorquinos ‘acordam’ para a realidade. Ontem os Yes Men repetiram uma proeza do passado e publicaram uma ‘edição’ especial do New York Post distribuída logo de manhã pela cidade. A edição, dedicada ao tema mudanças climatéricas, levava a enorme manchete ESTAMOS FODIDOS! Mesmo a tempo para MAIS UMA conferência – desta vez em Copenhague – para discutir o problema. Eles fazem conferências e mais conferências e mais conferências mas não resolvem nada. Ou vocês já viram alguns resultados?

Vejam a edição especial em: http://nypost-se.com/todays-paper/ E para mais informação sobre estes aRtivistas cliquem nos links de seus sites, à direita nas categorias mEdia (‘corporate humiliation: The Yes Men’) e causAs (‘Beyond Talk, Act Now’).

Os Yes Men são notórios pelo táticas hilariantes que usam no combate anti-corporativismo. Há 5 anos um deles passou por Jude Finisterra da Dow Chemicals e pregou uma partida à BBC. Numa entrevista anunciou que a corporação iria pagar bilhões em compensação aos habitantes de Bhopal na India, vitimas de um desastre ambiental, causado pela Dow, que ocorreu tem 25 anos e que matou até à data milhares de pessoas. Obviamente era uma mentira, como depressa ficou sabendo a BBC, e a midia corporativista apressou-se a condenar a ação como um logro dirigido às esperanças das gentes de Bhopal. Mas então esperam lá… que maior logro poderá haver, que ver as vidas de milhares na nossa comunidade serem destruídas e assistir de mãos atadas à impunidade dos responsáveis? A midia corporativista adora desviar o assunto.

Desta vez, a edição publicada pelos Yes Men só é ‘falsa’ porque não foi publicada pelo próprio New York Post. Mas chama a atenção para um verdadeiro relatório publicado pelo Comitê Nova-Iorquino de Mudanças Climatéricas. Este relatório, que pode ser lido em http://www.nyc.gov/html/om/pdf/2009/NPCC_CRI.pdf aborda o sério impacto que fortes cheias e calor extremo irão causar nas infraestruturas de Nova Yorque.

Recentemente, os Yes Men debutaram como diretores de cinema no Festival Sundance com o filme ‘The Yes Men Fix the World’, sobre as muitas peças que já pregaram ao longo dos anos. Espera-se, que este filme fique disponível em breve para baixar numa internet perto de si. O site do trailer: http://theyesmenfixtheworld.com/

Acima, uma foto do equipamento proposto pelos Yes Men para sobreviver quaisquer futuras catastrofes que nos possam atingir onde quer que estejamos…Fabricada pela Halliburton, empresa da qual foi diretor o nosso muito querido Dick Cheney.


Two baby birds / Dois passarinhos

A minha ManacaUnder my manacá I found two baby birds this morning. They were hiding under the leaves and were soaked from the torrential rain last night. I scared them and one attempted to fly but he was so little that his low flight didn’t take him very far. So I backed off. I didn’t want to frighten them.

I left very early to teach a class and came back home mid morning. I looked for the babies. They were gone. 

But then I saw them. Each one standing on a different tree branch. They were going up the tree, quickly reaching for the top branch by branch. And then the free fall, back to the yard, then to the tree and up the branches again. One by one. They’re still playing the game. 

They’re cute cool little birds and they turned my place into their playground. Welcome home little guys.  

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Debaixo da minha manacá encontrei dois passarinhos bébés essa manhã. Estavam se escondendo sob as folhas, encharcados pela chuva torrencial da noite passada. Assustaram-se quando apareci e um tentou voar mas era tão pequenino que seu vôo baixinho não o levou longe. Recuei. Não queria amedrontá-los.

Sai cedo para dar uma aula e voltei a meio da manhã. Procurei os bébés. Tinham desaparecido.

Foi então que os vi. Cada um num ramo da árvore. Iam subindo por ela rápidamente, em direção ao topo, ramo a ramo. Depois se atiraram em vôo livre, baixando no quintal, voltando de novo para árvore e novamente subindo pelos ramos. Um a um. E continuam nessa brincadeira.

Bonitinhos e tranquilos estes passarinhos. Transformaram o meu quintal em seu recreio. Bem-vindos a casa pequenininhos.


The sun, the rain and my sandals / O sol, a chuva e as minhas sandalias

Today the winter ends in the southern hemisphere. The sun has crossed over the ecuador and will now gradually shine stronger and stronger until its peak in december, when summer arrives and I pop up for a visit to the cold north.

Right on time, like clockwork after months without rain – and as if announcing the coming of spring – today fell one of those torrential rains that I so love. I remember them. From 6 months ago. They mark the spring and the summer here. And I arrived last spring.

I knew them from previous visits and two things stayed with me. The first was the voice of Xangô, shouted via the thunder and lightening that often pair up with the rain. The second was the smell of fresh earth and air that always follows it. Something about it got under my skin and stayed with me for all my ocean crossings. I remember, as a child, hearing my parents talk about the unforgetable ‘smell’ of the air in Africa where they had lived for a few years. I wonder if it is a similar feeling.

As I stood by my kitchen door, looking at the rain falling loudly on my plants, I welcomed it and the spring. And I realized that, having arrived here nearly a year ago, I am completing a cycle. I lived through the spring and the summer, walked under its many rainfalls, I felt it go colder, enjoyed its sunny autumn and winter, and I am now closing a natural cycle in this lovely place where I chose to live. A cycle is closed, a cycle is opening… right here.

And then I also remembered… soon I will complete a whole year without shoes.  Be it spring, summer, autumn or winter, I have walked in sandals for a year. Under the sun and under the rain.

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Hoje acaba o inverno no hemisfério sul. O sol atravessou a linha do equador e irá agora brilhar com força crescente até dezembro, quando o verão chega e eu apareço para uma visita no frio norte.

Mesmo a tempo, como um relógio, após meses sem chuva, e como que anunciando a chegada da primavera, hoje caiu uma daquelas chuvadas torrenciais que eu adoro. Lembrava-me delas. De há 6 meses atrás. Elas marcam a primavera e o verão por aqui. E eu cheguei na passada primavera.

Eu já as conhecia de visitas anteriores e duas coisas nunca esqueci. A primeira é a voz de Xangô, gritada no trovão e relâmpago que acompanham a chuva. A segunda é o cheiro de terra e ar fresco que sempre se seguem. Algo dessas sensações entrou na minha pele e me seguiu nas idas e vindas através do oceano. Lembro-me de ser criança e ouvir os meus pais falar do inesquecivel ‘cheiro’ de Africa onde viveram alguns anos. Pergunto-me se é uma sensação semelhante.

Parada na porta da minha cozinha, vendo a chuva cair ruidosamente nas minhas plantas, dei-lhe as boas vindas, e à primavera tambem. E dei-me conta que, tendo chegado à quase um ano, completo por estes dias um ciclo. Vivi a primavera, o verão, caminhei nas suas muitas chuvas, senti a temperatura baixar, curti o outono e inverno ensolarado, e fecho agora um ciclo natural neste lugar adorável onde escolhi viver. Fecha-se um ciclo, abre-se outro… por aqui.

E logo de seguida lembrei-me que em breve completarei um ano inteiro sem sapatos. Na primavera, verão, outono, ou inverno, ando de sandálias vai fazer um ano. Debaixo do sol e debaixo da chuva.

Começou de novo. Vou para a minha porta.