Land and Freedom / Terra e Liberdade


Tierra y Libertad, Ivan Puig

One of the things that I love about art is that one idea, one concept, can lead you into a maze of connections. Sometimes it only takes a friend to point you in one direction and if you dig deep enough you’ll find multiple roads to take your mind on an endless trip.

Such was yesterday. In the morning I got an email from my friend Dani, who has the soul of an artist, and who simply pointed me in one direction: http://www.ivanpuig.net/ (see last image after Portuguese translation for Dani’s pick).

After a while exploring the Mexican artist’s site I had already take my pick. The section ‘Tierra y Libertad’ (Land and Freedom) took me on that endless trip. I stood at the crossroads thinking Zapata, Magon, Comandante Marcos and of course the revolutionary art of ‘Los 3 Grandes’ Rivera, Siqueiros and Orozco, as well the excellent film ‘Tierra y Libertad’ by English director Ken Loach.

Ivan Puig created a machine, a production line of vases and plastic bags being filled with earth for commercialization, labeled as a final product with a barcode and the title ‘Tierra y Libertad’. In opposition to indigenous understanding of the use of mother earth, the artist makes a statement about the industrial treatment given to our planet’s natural resources.

Land and Freedom were at the center of the Mexican Revolution, which lasted from 1910 to 1920. The words became the slogan of the Mexican Liberal Party inspired by the writings of anarchist journalist Ricardo Magon. In the revolutionary figure of Emiliano Zapata, the slogan and the indigenous people found a voice and a fighter pushing for land reform in a country divided between a few very rich landowners and an impoverished majority of indigenous people. People who once had no sense of property began learning about it upon the arrival of Hernan Cortez, the ‘Apocalipto’ moment that changed the history of the American continent forever.

Zapata, Diego Rivera

Zapata was an inspiration. Zapata is still an inspiration. After all nothing came of the ‘victorious’ Mexican revolution. Land reform is still a dream in Mexico, as it is in most of Latin America. His face adorned the murals of artists like Rivera, Siqueiros and Orozco, and he became the symbol of a revolution that never really happened.

Today, his spirit watches over the EZLN (Ejercito Zapatista de Liberacion Nacional – the National Liberation Zapatista Army) who continue to tirelessly fight for justice although they are labeled as terrorists by the earth machine operators.

On the 1st of January of 1994, when Mexico officially submitted to the North American Free Trade agreement, the Zapatistas made world news. Under the command of Marcos, and feeling they had nothing left to lose, they took arms, occupied San Cristobal de Las Casas in Chiapas, and declared war on Mexico D.F.

Big Noise films has produced an excellent documentary about the Zapatistas, available for streaming or downloading on an internet near you. On google video just type Zapatista and Big Noise and it will come right up.

And speaking of films, while Zapata’s face has been creatively combined with the Situationist slogan ‘Be Realistic. Demand the Impossible’ in stickers all over the city of Belo Horizonte, Brazil, Zapata’s motto ‘Tierra y Liberdad’ was used by English director Ken Loach as the title of his brilliant film about the anarchist struggle against Franco’s forces during the Spanish civil war (1936-1939).

(see poster below in portuguese version)

One slogan, many ideas, praxis, appropriations, digestions. Ivan Puig’s work makes a political statement that brings history into the contemporary language of conceptual art, showing how the slogan continues to be valid today in a world destroyed by lines of production that enrich a few and impoverish the majority.

No pasarán. Viva Zapata.

 ///

Uma das coisas que mais aprecio em arte é quando uma ideia, um conceito, me levam por um labirinto de conexões. Ás vezes basta uma amiga apontar uma direção para nos levar bem fundo por inúmeras estradas onde a mente dispara em intermináveis viagens.

Foi assim ontem. Logo pela manhã, recebi um email da minha amiga Dani, que tem alma de artista, e que simplesmente me apontou numa direção: http://www.ivanpuig.net/ (ver a escolha de Dani na ultima imagem).

Após algum tempo explorando o site do artista Mexicano já tinha feito a minha escolha. A seção ‘Tierra y Libertad’ me levou naquela tal interminável viagem. Fiquei parada num cruzamento pensando Zapata, Magon, Comandante Marcos e claro na arte revolucionária de ‘Los 3 Grandes’ Rivera, Siqueiros and Orozco, bem como no excelente filme ‘Tierra y Libertad’ do diretor inglês Ken Loach.

Tierra y Libertad, Ivan Puig

Ivan Puig criou uma máquina, uma linha de produção de vasos e sacos de plástico doseados de terra para ser comercializada, e rotulada no produto final com um código de barras e o titulo ‘Tierra y Libertad’. Em oposição ao entendimento que o povo indígena tem da mãe terra, o artista expõe o tratamento industrial dado aos recursos naturais do nosso planeta.

Terra e Liberdade foram temas fundamentais na Revolução Mexicana, que durou de 1910 a 1920. As palavras se tornaram no slogan do Partido Liberal Mexicano inspirado por um texto do jornalista Ricardo Magon. Na figura revolucionária de Emiliano Zapata, tanto o slogan quanto os povos indígenas encontraram uma voz e um herói lutando pela reforma agrária num pais dividido entre uns poucos muitos ricos proprietários e uma maioria indígena empobrecida. Povos que aprenderam a noção do conceito de propriedade quando Hernan Cortez desembarcou no Mexico, o momento ‘Apocalipto’ que mudou para sempre a história da América.

Zapata, Jose Clemente Orozco

Zapata foi uma inspiração. Zapata ainda é uma inspiração. Nada resultou da ‘vitoriosa‘ Revolução Mexicana. Reforma agrária continua a ser apenas um sonho no México, assim como por toda a América Latina. A sua face ilustra os murais de artistas como Rivera, Siqueiros e Orozco, e ele se tornou no símbolo de uma revolução que nunca aconteceu.

Hoje, o seu espirito vigia o EZLN (Ejercito Zapatista de Liberacion Nacional – Exército Zapatista de Libertação Nacional) que continua a lutar por justiça apesar de ser rotulado ‘terrorista‘ pelos operadores da máquina de terra. No dia 1 de janeiro de 1994, quando o México se submeteu oficialmente ao Tratado Norte Americano de Comércio Livre, os Zapatistas foram noticia. Sob o comando de Marcos, e sentindo que nada mais tinham a perder, pegaram nas armas, ocuparam San Cristobal de las Casas nas Chiapas, e declararam guerra ao governo da cidade do México.

A Big Noise Films produziu um excelente documentário sobre os Zapatistas, disponivel para ver online ou baixar numa internet perto de voce. No Google vídeo escreva Zapatista e Big Noise que aparece logo.

Seja Realista. Exija o Impossivel. http://www.flickr.com/photos/culundria/

Falando em filmes, enquanto a face de Zapata é criativamente combinada com slogan Situacionista ‘Seja Realista. Exija o Impossível’ em stickers e lambe–lambes espalhados pela cidade de Belo Horizonte, Brasil, o mote de Zapata ‘Tierra y Libertad’ foi usado pelo diretor Ken Loach como titulo do seu brilhante filme sobre a luta dos anarquistas contra as forças de Franco durante a Guerra Civil Espanhola (1936-1939).

 

 

 

Um slogan, muitas ideias, praxis, apropriações, digestões. O trabalho de Ivan Puig marca uma posição política que leva a história até ao centro da linguagem contemporânea da arte conceptual, mostrando como o slogan permanece valido num mundo destruído nas linhas de produção que enriquecem uns poucos e empobrecem a larga maioria.

No pasarán. Viva Zapata.

 

Below Dani’s pick / Abaixo a escolha de Dani

L'Ego, Ivan Puig

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