International Non-Worker’s 364 Days / 364 Dias Internacionais do Não-Trabalhador


Yesterday, as I explored a new-found website, I run into a beautiful thought by Victor Hugo that set my mind on a sinuous track: “There is one thing stronger than all the armies in the world, and that is an idea whose time has come.” Zeitgeist – I thought immediately. Of the concept of course, and consequently of the film. Zeitgeist Addendum, to be exact, and why we shouldn’t have to work in this day and age, to be really, really, really, precise.

1978, 1 de Maio, Fotografia: Henrique_Matos, http://pinturasmurais25abrilporto.blogspot.com/

Growing up in Lisbon during the post revolution years, I remember there were many walls painted and written with worker’s struggles for equal rights. The aesthetics of the revolution prioritized the soviet-style worker-hero and there was always somewhere that sickle and that hammer. They are all gone, which is a shame but in a way symbolic of the equally gone ideal of the revolution. Later, when I studied twentieth-century latin-american art, I saw in many images the struggle of workers and indigenous people put in terms of many other historical contexts, and often in relationship to what is their imperial north, the United States. Today on International Worker’s day it’s impossible not to remember some of those images.

Detroit Industry, Diego Rivera, Detroit Arts Institute, http://blogs.ubc.ca/ross/tag/detroit/

It was in the United States, ironically the only country that doesn’t celebrate International Worker’s Day, that the story from which today originates happened. The Haymarket affair in 1886, became so known after a general strike in Chicago when factory workers were shot by the police, having one of these also died from a bomb allegedly thrown-in by a group of anarchists who were later executed by the state. And so the Second International decided to appropriate the much ancient northern european pagan celebration of Mayday, which welcomed the end of winter, the flourishing of nature and the coming of leisurely summer, and turned it into worker’s day.

But isn’t it strange that on both sides of the western ideological spectrum work is particularly emphasized, by the powers that be, as a value, something necessary for the community or the economy, something that dignifies. Your contribution is of course remunerated, often poorly and by the end of the month all is gone to necessary and unnecessary stuff, pay bills and rent. And since that’s how society works, it’s not like you have a choice is it? So your generous contribution to society becomes a boring routine that doesn’t feel like a contribution but rather like imprisonment. As a friend of mine writes and spreads my dignity for a small job – artistically placed over city hall’s slogan work for life. The institution telling us that work dignifies, and we loosing our dignity.

work and photo by Culundria Armada colective, http://www.flickr.com/photos/culundria/1107169316/in/photostream/

So, why do we have to work? To pay for things. What if we didn’t have to pay for things? Zeitgeist Addendum offers the solution of a resource based economy using technology to our benefit to produce all we need without us having to ever again use any type of currency. A world free of sweatshops and schedules.  I truly hope that the time for this Idea has come and that it is stronger than all armies in the world. I hope for the day when there are no rents to pay, free energy and food for everyone on this planet. And I hope that then we can all go back to celebrating Mayday and spend the remaining 364 days of the year living life, resting and contributing.

You may say I’m a dreamer but I’m not the only one!

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Ontei, enquanto explorava um website que encontrei por aí no espaço virtual, li um belo pensamento de Victor Hugo que levou a vários outras reflexões: “Existe algo mais forte que todos os exércitos do mundo, que é a idéia cujo tempo chegou”. Zeitgeist – pensei imediatamente.  No conceito claro, e consequentemente no filme. Zeitgeist Addendum, para ser exata, e porque não deviamos ter de continuar a trabalhar neste momento da história da humanidade para ser mesmo, mesmo, mesmo precisa.

1 de Maio, 1978, fotografia: Henrique Matos

Cresci em Lisboa nos anos pós-revolução e lembro os belos muros coloridos com as lutas dos trabalhadores por direitos iguais. A estética da revolução usou a imagem do trabalhador-herói ao estilo soviético e lá estavam sempre algures aquela foice e aquele martelo. Já desapareceram todos, o que é uma pena mas simbólico do também desaparecimento do ideal da revolução. Mais tarde quando me dediquei a estudar arte latino-americana no século xx, vi em muitas imagens a luta de trabalhadores e indígenas colocada em vários outros contextos históricos, frequentemente na sua relação com o norte imperial, os Estados Unidos. Hoje, no Dia Internacional do Trabalhador é impossivel não me lembrar dessas imagens.

Precita Eyes colective, San Francisco, http://ournationalparks.us/index.php/site/story_west/ precita_gives_glimpse_into_bay_areas_artistic_history/

Foi nos Estados Unidos, único país onde não se celebra o Dia Internacional do Trabalhador, que aconteceu a história que deu origem ao dia de hoje. O caso Haymarket em 1886, ficou assim conhecido depois de numa greve geral em Chicago trabalhadores terem sido baleados pela policia, tendo um destes também morrido depois de uma bomba ter sido alegadamente atirada por um grupo de anarquistas mais tarde executados pelo estado. E assim, a Segunda Internacional decidiu se apropriar da muito mais antiga celebração pagã de Mayday, que festejava o fim do inverno, o florir da natureza e o chegar do verão, para a transformar no dia do trabalho.

Mas não acham estranho que dos dois lados do espectro ideologico ocidental o trabalho seja enfatizado pelo poderes que nos governam como um valor, algo necessário para a comunidade ou a economia, algo que nos dignifica. A sua contribuição é logicamente remunerada, embora frequentemente mal remunerada e no fim do mês já desapareceu tudo para coisas necessárias e desnecessárias, contas e alugueis. E como é assim que a sociedade funciona, a gente não tem muita escolha. Assim sua generosa contribuição para a sociedade transforma-se numa coisa chata que não se sente como uma contribuição mas antes como uma prisão. Como escreve e espalha um amigo meu a minha dignidade por um empreguinho – artisticamente colocada sobre o slogan da cidade trabalho pela vida. A instituição dizendo-nos que o trabalho dignifica, e a gente perdendo a nossa dignidade.

Trabalho e fotografia por Culundria Armada, http://www.flickr.com/photos/culundria/1107169316/in/photostream/

Entã0 para que trabalhamos? Para pagar coisas. E não tivessemos de pagar pelas coisas? Zeitgeist Addendum oferece como solução uma economia baseada em recursos, usando tecnologia em nosso beneficio para produzir o que precisamos sem jamais termos de usar uma moeda de novo. Um mundo livre de fábricas suadas e horários. Tenho esperança que o tempo para esta Idéia tenha chegado e que seja mais forte que todos os exércitos do mundo. Espero ansiosamente o dia em que não teremos de pagar mais alugueis, e em que comida e energia sejam grátis. E espero que depois a gente possa voltar a celebrar Mayday e passar os outros 364 dias a viver a vida,  a descansar e a contribuir.

Posso ser uma sonhadora mas não sou a única!

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