Home, bitter home / Lar, amargo lar


This is another one of those absurd stories that always make me shake my head and wonder if I accidently crossed a stargate into this strange planet.

Here it goes. The Maoris of New Zealand, a warrior people who has suffered the same story of brutal colonialism as many of their indigenous brothers did around the world, used to honour their ancestors by embalming their beautifully tattoed heads.

http://www.nzetc.org/tm/scholarly/ tei-RobMoko-t1-body-d2-d3.html

A culture with no concept of boundaries between body, art, life and death, for whom it is important to preserve it all in one, what a beautiful thought… I see the honour in that, the dignity, something so of that culture, so intimate that how can we even think of parading it, exhibiting it to a public audience many miles away from home, many miles away from that intimacy? What if someone in New Zealand took your grannie’s ashes so that Maoris could take a pick at it?

In the name of scientific racism colonial officers and anthropologists used to do precisely that. They took the indigenous alive to parade them in parliaments, universities, fairs, courts, and later in the nineteenth-century at the colonial expositions of Paris and London and so on,where they ‘re-created’ their habitats like in zoos and put them there like animals, so that the european bourgeoisie and populace could come and laugh at them, mocking them, learning how to feel superior to them.

They mocked their ancestors also, taking their remains away from home and refusing to return them up to this day. And when the 21st century arrived they were still mocking, still holding on to 16 tattoed Maori mumified heads taken from New Zealand in the 1800’s and sold to several different museums in France.

The heads are now finally to be restored their dignity. France will returned them to their tribespeople for proper burial. This month, in may 2010. In the 21st century at last.

Well, I shouldn’t be surprised. They don’t parade heads and the indigenous anymore at least out in colonial expositions, but colonialism remains rampant and today’s colonial officers, the corporate field workers are as well instructed by the mother ship as their nineteenth-century counterparts. And the intructions are, at least according to the Anglo-French oil company Perenco (yes, France and England again…), that if the officers encounter any uncontacted tribes in the remote region of the Peruvian Amazon where they want to build an oil pipeline, they (the corporate officers) are to attempt to communicate to the tribespeople to go home………………

THEY ARE HOME STUPID!

In case the indigenous loose their patience with this stupid people, they (the stupid people) are to shoot flare-guns and smoke canisters to the air. To the air … right … The brilliant plan was forced out of a rolling eye Perenco, who insists there are NO uncontacted tribes in the area, although the Peruvian Indigenous Affairs Department assures that two of the largest groups of uncontacted tribes in the world live in the region. And why a department with such a protectionist title is currently ‘evaluating’ Perenco’s proposal, when it should shout NO out right, is beyond me.

On one hand we have a case where the indigenous are not sent home, on the other hand a case where the indigenous are told to go home in their own home. I would also like to go home. Where’s that bloody stargate?

Below a good informative video about ‘uncontacted tribes’ in Brazil, Peru and India and why home sweet home is becoming for some a bitter place.

Esta é mais uma daquelas histórias absurdas que sempre me fazem abanar a cabeça e me perguntar se terei acidentalmente atravessado um stargate e assim entrado neste estranho planeta.

Aqui vai. Os Maoris da Nova Zelândia, um povo guerreiro que sofreu a habitual história de brutal colonialismo, a mesma dos seus irmãos indigenas de outros lugares pelo mundo fora, costumava honrar os seus antepassados mumificando suas belas cabeças tatuadas.

Uma cultura onde corpo, arte, vida e morte, não são conceitos separados, e para quem é importante preservar o todo num só. E que pensamento belo é esse … Eu vejo honra nisso, ou dignidade, ou algo tão dessa cultura, tão íntimo que não entendo como pode alguém pensar em levar algo tão sagrado quanto a cabeça mumificada de um antepassado, para exibi-la a um público a milhas de distância de casa, a milhas de distância daquela intimidade. E se alguém na Nova Zelândia levasse as cinzas da sua avó para que os Maoris pudessem admirá-las?

Em nome do racismo cientifico, oficiais coloniais e antropologistas costumavam fazer precisamente isso. Levavam os Indígenas vivos para os paradar por parlamentos, universidades, cortes e mais tarde no século XIX pelas exposições coloniais de Paris e Londres, onde seus habitats eram ‘re-criados’ como em zoos, e onde os Indígenas eram colocados como animais, para ser observados pela curiosa burguesia e populaça europeia, que ria, zoava e assim aprendia a se sentir superior.

Riram também dos antepassados Indígenas, levando seus restos para longe de casa e recusando devolvê-los até hoje. E quando o século XXI chegou ainda riam e  zoavam, continuando a se agarrar a 16 cabeças tatuadas Maoris, levadas da Nova Zelândia no século XIX e vendidas a vários museus franceses, que não as queriam largar de jeito nenhum.

As cabeças terão agora finalmente restaurada a sua dignidade. A França vai devolvê-las a suas comunidades Maoris. Este mês em maio 2010. Finalmente no século XXI.

Alberto Pizango, leader of indigenous communities, Peru. Photograph: Reuters, http://www.guardian.co.uk/world/2009/jun/09/ peru-amazon-protests-indigenous-leader

Mas porque me surpreendo? Eles já não exibem cabeças e Indígenas, pelo menos em exposições coloniais, mas o colonialismo avança desenfreado e os oficiais coloniais de hoje, os agentes de campo corporativos, são tão bem instruídos pela nave-mãe, quanto os seus contrapartes do século XIX. E as instruções são, pelo menos de acordo com a Companhia de Petróleo Anglo-Francesa Perenco (sim, de novo a França e a Inglaterra…), que se os oficiais encontrarem tribos não contactadas nas regiões remotas da Amazônia peruviana onde eles querem construir uma conduta de petróleo, eles (os oficiais corporativos) devem tentar explicar à tribo que vá para casa ………………..

ELES ESTÃO EM CASA, SEUS IDIOTAS!

No caso dos Indígenas perderem a paciência com esta gente idiota, eles (a gente idiota) irão atirar para o ar… certo… O plano brilhante foi retirado a custo de uma Perenco que revirando os olhos insiste que NÃO existem tribos não contatadas na área, apesar do Departamento Peruviano de Assuntos Indígenas afirmar que dois dos maiores grupos de tribos não contatadas no mundo, vivem nesta região. E porque um departamento com um nome tão protecionista está atualmente ‘avaliando’ a proposta ‘Perenca’, quando deveria simplesmente gritar NÃO e pronto, está além da minha compreensão.

De um lado um caso onde não deixam o Indígena ir para casa, e do outro lado um caso onde se diz ao Indígena que vá para casa, na sua própria casa. Quem queria ir para casa também era eu. Onde está aquele maldito stargate?

Acima um video informativo sobre tribos não contatadas e os problemas que enfrentam no Brasil, Peru e India e porque seus lares doces lares, começam a amargar.

Maihi of a meeting house at Wairoa, http://www.maori.info/maori_art.htm

Te Whai-a-te-Motu meeting house, Mataatua. ca 1910, http://www.maori.info/maori_art.htm

Rangi and Papa (Maori sky father and earth mother), http://www.maori.info/maori_art.htm

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