Moms: the world is LGBTT / Mães: o mundo é LGBTT


I’d rather be black than gay because when you’re black you don’t have to tell your mother.
Charles Pierce
1980

From a long list of famous LGBTT quotes, this one made me laugh the loudest. It reminds me of a story I heard of someone’s friend who didn’t attend pride parade for being afraid that his mother saw him on TV. Or of another gay boy I met who said his mother could never suspect or she would just die, while I looked at his gesturing and wondered how can she not know darling? Society at its worse: old-fashioned, fake-moralizer, screwed-up, sexually repressed and an interference in people’s private lifestyle choices. And I bet that all those mothers would not have one bit a problem of acceptance if it wasn’t for fear of what the neighbours may think.

Speaking of neighbours, Argentina has just legalized gay weddings with full rights to parenthood and adoption. That is proper of a civilized society who finally deviated from a colonial christian mentality, recognized that all citizens are equal and that sexual orientation is a private choice. Argentinian mothers can now raise their heads and be proud of their LGBTT children. That’s what Pride is: not being ashamed. SIN VERGUENZA! And Brazil? When will Brazilian citizens be granted equal rigths and when will Brazilian parents be proud of their children’s rather then ashamed by the neighbours?

I recently wrote about misogyny, a cancer in society that affects women of all colors and social strata, but that a deeper reflection leads to the obvious conclusion that it affects equally the homo, bi or trans sexuality of all citizens. Both misogyny and LGBT phobia are related cancers produced by a society that was constructed on patriarchal praxis. So, mothers of the world, the fight against misogyny is the fight for LGBTT rights. Your LGBTT children are not enemy. That’s the hand that hits your face and the hipocritical society that doesn’t create the conditions to protect you from such violence.

Although… judging from some of my LGBTT friends around the planet, and the boys in the photo above, it may be that South Park‘s Mr. Garrison was right and that in fact:

[…] well, gay people are EVIL, evil right down to their cold black hearts which pump not blood like yours or mine, but rather a thick, vomitous oil that oozes through their rotten veins and clots in their pea-sized brains which becomes the cause of their Nazi-esque patterns of violent behavior. Do you understand?

Well … anyway my new favorite is more “tolerant” of “deviated” sexual behaviour and also protective of animal rights. It comes from the brilliant Duchess of Jermyn Street, Rosa Lewis, owner of the Cavendish Hotel at the turn of the century and according to rumors, lover of King Edward VII. An independent woman for whom:

It doesn’t matter what you do in the bedroom as long as you don’t do it in the street and frighten the horses.

My point precisely. You just can’t frighten the horses. Your mom you can! Sí se puede!

Prefiro ser negro a ser gay porque quando se é negro não tem de se contar à nossa mãe.
Charles Pierce
1980

De uma longa lista de citações LGBTT famosas, esta foi a que mais me fez rir. Lembra-me uma história que ouvi a respeito do amigo de alguém que não ia na parada do orgulho gay porque tinha medo que a mãe o visse na televião. Ou a história de outro moço gay que me disse que sua mãe não podia suspeitar nunca porque ela simplesmente morreria, enquanto eu olhava suas gesticulações e pensava mas como pode ela já não saber querido? É a sociedade no seu melhor: antiquada, pregando falsos valores, fodida mas sexualmente reprimida e uma interferência nas escolhas particulares de cada um. E aposto que todas essas mães não teriam o mínimo problema de aceitação se não fosse medo do que diriam os vizinhos.

Falando de vizinhos, a Argentina acabou de legalizar o casamento gay com direitos a paternidade e adoção. Isso é que é próprio de uma sociedade civilizada que finalmente desviou da mentalidade colonial cristã, reconheceu que todos os cidadãos são iguais e que a orientação sexual é uma escolha privada. As mães argentinas podem levantar a cabeça e ter orgulho em seus filhos e filhas LGBTT. É isso que é o orgulho: não ter vergonha. SIN VERGUENZA! E o Brasil? Quando será que os cidadãos brasileiros têm direitos iguais e quando podem os pais brasileiros se orgulhar em vez de sentir a vergonha dos vizinhos?

Escrevi recentemente sobre machismo, um cancer na sociedade que afeta mulheres de todas as cores e classes sociais, mas que uma reflexão mais profunda leva à conclusão que afeta igualmente a sexualidade homo, bi or trans de todos os cidadãos. Tanto o machismo quanto a fobia LGBTT são canceres conetados e produzidos por uma sociedade que foi construída sobre uma praxis patriarcal. Por isso, mães do mundo, a luta contra o machismo é a luta pelos direitos LGBTT. Não são os filhos LGBTT que são o inimigo. O inimigo é a mão que agride a sua face e a sociedade hipócrita que não cria condições para proteger as vítimas dessa violência.

No entanto… julgando por alguns de meus amigos LGBTT por esse mundo fora, e também pelos rapazes conquistadores da foto do topo, pode ser que o Sr. Garrison do South Park estivesse certo e que de fato:

[…] bom, os gays são do DEMÓNIO, demoníacos até ao fundinho de seus corações negros e frios que bombam, não sangue como você e eu, mas antes um denso oléo parecendo vómito que circula em suas veias podres e coagula seus cérebros do tamanho de uma ervilha o que se torna na causa dos seus esquemas nazis de comportamento violento. Entenderam?

Bom … de qualquer forma a minha nova favorita é mais “tolerante” de comportamentos sexuais “desviados” e também protege os direitos dos animais. Vem da brilhante Duquesa de Jermyn Street, Rosa Lewis, dona do Hotel Cavendish na virada do século e segundo rumores amante do rei Eduardo VII. Uma mulher independente para quem:

Não importa o que você faz no quarto desde que não faça o mesmo na rua e assuste os cavalos.

O meu ponto precisamente. Só é preciso não assustar os cavalos. A mãe pode! Sí se puede!



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