Sex, International Relations and the Literary Academy / Sexo, Relações Internacionais e a Academia de Letras


Yesterday, a friend told me about Laurita Mourão. I was fascinated.

Brazilian, writer, 84 years old, lives in Rio de Janeiro. And just a few years ago run for membership in the exclusive and elitist brazilian literary academy, promising to introduce a new genre into the highly intellectual and prestigious private club: Erotica!

As you can probably guess, she didn’t get one single vote… “sex is sacred too” she said, reflecting on the last accepted member, a bishop…

Daughter of a general who participated in two coups in Brazil (30’s and 60’s), she travelled the world as a diplomat, after being abandoned by an Uruguian husband tired of her sexual escapades. She independently raised 11 children (3 her own, 8 from her late widower sister) and shocked the brazilian political millieu of the late 70’s, by publishing At the Dinner Table where she describes her sexual adventures with several diplomats, ambassadors, barely disguising their names, and exposing many to their legal other-halves.

She made a name as an erotica author and even ran to federal deputee, on a platform that promised to ‘liberate man’ from having to pay for ex-pussy. If he is not liberated, he will continue to see her as property. If she doesn’t sexually liberate herself, she is property.

It’s a denial of know-how, but Laurita Mourão says that Know-How liberates. Particularly in bed.

Gotcha sister!

Ontem, um amigo falou-me de Laurita Mourão. Fiquei fascinada.

Brasileira, escritora, 84 anos, mora no Rio de Janeiro. E há apenas alguns anos quis tornar-se membro da exclusiva e elitista Academia Brasileira de Letras, prometendo introduzir um novo genero literário no altamente intelectual e prestigiado clube: Erótica!

Como podem calcular, não recebeu nem um voto… “o sexo também é sagrado” disse, refletindo no último membro aceite, um bispo…

Filha de um general que participou em dois golpes no Brasil (anos 30 e 60), viajou pelo mundo como diplomata, após ser abandonada por um marido uruguaio, cansado de suas escapadas sexuais. Criou 11 crianças independentemente (3 dela e 8 de sua irmã já viúva quando morreu) e chocou os meios politicos brasileiros do final dos anos 70, quando publicou À Mesa do Jantar onde descreveu as suas aventuras sexuais com vários diplomatas, embaixadores, mal disfarçando seus nomes, e expondo muitos às suas legitimas.

Fez nome como autora de erótica e até concorreu a deputada federal, prometendo ‘libertar o homem’ do pagamento do ex-coito. Se ele não for libertado continuará a olhar a mulher como mercadoria. E se ela não se libertar sexualmente, ela será propriedade.

É a negação do know-how, mas Laurita Mourão diz que é o Know-How que libera. Particularmente na cama.

Compreendi-te irmã!

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