These Romans are Crazy / Estes Romanos são Loucos


Today I heard that the german fuhrer Angela Merkel made a public speech where she said that multiculturalism is dead, reaffirming Germany as a country of christian values where everyone must speak german. Once again in european history some german leader says it first: we are fascists. In truth, all Europe is. They just wait for the Germans to say it first.

Usually, other countries expell people, like France does to the Gypsies, or treat them like crap, like pretty much everyone does to immigrants. And there is of course the new public enemy number 1, the muslim, or anyone spotted at an airport looking like one.

It’s really just another version of the same old crap. 500 years ago, muslims, jews and gypsies were expelled from Portugal and Spain, africans were being enslaved, indians killed and witches burnt in the public square. Not much changed. In Portugal, even though they were forced to convert if they wanted to stay, jews wore the star of david and muslims the moon crescent. Just like the germans did to the jews centuries later. The germans did not create hatred for jewish people. All Europe hated jewish people. From a loooooooong time before that. But of course when shit hit the fan pretty bad, they all pointed to the germans. The bad, bad germans.

Europe, and not just Germany, has gone fascist long ago. Long before the fascists came to power. Long before Europe as we know it existed. I was trying to trace back fascism as a practice – not as an ideology articulated for the masses – through imperialism, colonization of the world, medieval warfare, and boom! I got to the Romans…

And then I remembered the symbol of the Fasce, a symbol of Roman power – a bundle of wooden sticks cut by an axe, symbolizing the provinces, the union of conquered lands. This symbol gave its name to fascism. It became an architectural ornament in Europe and from there to the Americas. In the american congress the speaker of the house sits between 2 fasces today. The conquered lands of America symbolized in the arquitecture of its institutions.

The Romans conquered it all. From Rome they stretched their empire and conquered the pagan tribes who fought back bravely but without success. Lusitanos, Gauls, Celts were assimilated, culturally, religiously, christianized. One empire, one religion. And after the fall of the Romans, the church took over also from Rome, granting land to its vassals if they conquered it in the name of christ. Fast forward through medieval warfare, colonization of the world, imperialism, immigration, and booom! Multiculturalism! A nice word to describe people from various cultures sharing a common space, a word enriched by political speeches as a positive exchange between cultures from which we could all learn. And now Merkel said it. It has failed. And how could it not, when behind the speeches there was never the political will to make it work?

What you have, what you always had in Europe, are dominant cultures, identities constructed and manipulated throughout the centuries that created current senses of nationality and often nationalism. The supposed cultures that together with the dominant culture would supposedly form “multiculturalism” stay isolated, often discriminated, and often by its own choice, for its own protection. The space they all supposedly “share” is gentrified, not the sweet salad you would think by the speeches of politicians pre-Merkel.

And now she put it out there. She repeated the old dictum in Rome be Roman. Follow christian values and speak german. Convert, or leave.

As the freedom fighter Asterix would say – These Romans are Crazy

Hoje ouvi que a fuhrer alemã Angela Merkel fez um discurso dizendo que o multiculturalismo morreu, e reafirmou que a Alemanha é um país de valores cristãos onde todos devem falar alemão. Mais uma vez na história da Europa um alemão diz o que todos pensam: nós somos fascistas. Na verdade toda a Europa é. Só espera que os alemães falem primeiro.

Outros paises expulsam as pessoas, como a França fez com os Ciganos, ou as tratam como lixo, como quase todos fazem com os imigrantes. E agora há também o inimigo público número 1, o muçulmano.

É apenas uma versão atualizada da mesma porcaria de sempre. Há 500 anos atrás, muçulmanos e judeus foram expulsos de Portugal e Espanha, africanos escravizados, indios massacrados e bruxas queimadas na praça pública. Enfim, não mudou muita coisa. Em Portugal, apesar de ter sido forçados a se converter se quisessem ficar, judeus usavam a estrela de david e muçulmanos a lua crescente. Tal como os alemães fizeram com os judeus séculos mais tarde, não tem muito tempo. Não foram os alemães que inventaram o ódio aos judeus. Toda a Europa os odiava, tinha muuuuuuuuuuiiito tempo. Mas claro que quando a coisa ficou mesmo preta, todos apontaram o dedo aos alemães. Os malvados alemães.

U.S. Congress

A Europa, e não apenas a Alemanha, sempre foi fascista. Muito antes dos fascistas subirem ao poder. Muito antes da Europa existir tal como a conhecemos hoje. Tentei rastrear fascismo enquanto prática – não enquanto ideologia articulada para as massas – através do imperialismo, colonização do mundo, guerras medievais, e boom! Cheguei em Roma…

E então lembrei-me do simbolo da fasça, o simbolo do poder Romano – um rolo feito com varas de madeira atravessadas por um machado, simbolizando as provincias, a união das terras conquistadas. Este simbolo deu seu nome ao fascismo. Tornou-se um ornamento na arquitetura europeia, transportado para as Americas. No congresso de Washington a bancada do representante fica ente 2 fasças. As terras conquistadas da America simbolizadas na arquitetura de suas instituições.

Os Romanos conquistaram tudo. De Roma estenderam o império e conquistaram as tribos pagãs que lutavam com bravura mas sem sucesso. Lusitanos, Gauleses, Celtas foram assimilados, culturalmente, religiosamente, cristianizados. Um império, uma religião. E após a queda do império, a igreja também em Roma tomou conta, garantindo terras para seus vassalos se as conquistassem em nome de cristo. Percorrendo de volta o tempo através das guerras medievais, colonização do mundo, imperialismo, immigração, e boom! Multiculturalismo! Uma linda palavra que descreve pessoas de culturas diferentes partilhando um espaço, uma palavra enriquecida em discursos politicos como uma troca positiva entre culturas com as quais todos podemos aprender. E agora Merkel disse o que disse. O multiculturalismo falhou. E como não, se atrás do discursos nunca houve vontade politica para que desse resultado?

O que temos, o que sempre tivemos na Europa, são culturas dominantes, identidades construídas e manipuladas através de séculos que criaram os atuais sentimentos de nacionalidade e muitas vezes nacionalismo. As culturas que juntamente com a cultura dominante formariam supostamente uma sociedade “multicultural” permanecem isoladas, muitas vezes discriminadas, outras por escolha própria e para sua própria proteção. E o espaço que todos também supostamente partilham é gentrificado, não a doce salada que julgariamos pelos discursos dos politicos pre-Merkel.

E agora ela lançou o debate. Repetiu o velho mote romano em Roma seja Romano. Siga valores cristãos, e fale em alemão. Converta-se ou saia.

Como diz o o grande combatente pela liberdade Asterix – Estes Romanos são loucos

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