Hip-Hop for the Arab Revolution / Hip-Hop para a Revolução Árabe


album cover - Stuck Between Iraq and a Hard Place Vol.2 (2006) by the Narcicyst

Can you think of an arab character you can empathize with in a hollywood movie? One that is not subservient to the westerner or not an oppressed woman hiding behind a veil? Not a character you hate or pity, but one you actually respect? … No?

Neither couldn’t writer Jack Shaheen who wrote the book, nor Sut Jhally who directed the documentary, Reel Bad Arabs , with the elucidating subtitle: How Hollywood Vilifies a People. Edward Said’s Orientalism published in 1978 pioneered the study of how the East and Easterners were described by Westerners through art and literature, for a Western audience, in direct opposition to it and to the slandering of the East and Easterners. In order words, how the East was constructed as an idea … by the West. Gandhi said of the western civilization that it would be a very good idea. Eastern civilization would then be a real lousy one. An idea that facilitated, and still facilitates, an acceptance by the western public of the western taking over of arab nations. In the old colonial empires as in the new, now that the stereotype of the arab has been reduced mostly to the male terrorist and the voiceless oppressed female. With the multi-billion movie industry centered in hollywood contributing to the representation of the “Bad Arab”, how can we change that image?

Arabs themselves are changing it. From the recent rebellions to the greatest rebellion of all, the universal culture of hip-hop where voiceless citizens find a voice. After watching an interview with Yassin Salman AKA The Narcicyst, an Iraqi MC living in Canada, about politics, hip-hop and the arab revolution, I found a video on youtube that hollywood could never make. Because it shows the faces of arabs through another lens, as arabs are, as everyone else. Of all shapes and colors, with all types of visuals and a huge diversity of smiles. Like me and you. All Narcicyst free to download here.

Consegue pensar num personagem árabe de um filme de Hollywood com quem simpatize? Um que não seja ou submisso ao ocidental ou que não seja uma mulher oprimida atrás de um véu? Não um personagem que seja odioso ou digno da sua pena, mas alguém que você respeite? … Não?

Nem o escritor Jack Shaheen que escreveu o livro, nem Sut Jhally que dirigiu o documentário Reel Bad Arabs, com o subtítulo elucidativo: Como Hollywood Vilifica um Povo. Em Orientalismo, publicado em 1978, Edward Said fez uma análise pioneira sobre a forma com o Ocidente descreveu o Oriente através da arte e da literatura, em oposição direta a uma audiência Ocidental e de uma forma que denegria os Orientais. Ou seja, como o oriente foi construído como uma idéia … do ocidente. Gandhi disse um dia que a civilização ocidental era uma ótima idéia. A civilização oriental seria uma idéia péssima então. Uma idéia que facilitou, e facilita ainda, que o público ocidental aceite passivamente a colonização do oriente médio. Nos velhos impérios coloniais como nos novos, agora que o estereótipo do árabe é reduzido ao macho terrorista e à fêmea oprimida e sem voz na sociedade. Com a indústria multibilionária de hollywood contribuindo para a representação do “Mau Árabe”, como podemos mudar essa imagem?

Os próprios árabes se encarregam disso. Desde as mais recentes revoltas, à maior revolta de todas, a cultura universal hip-hop onde os cidadãos sem voz encontram um meio de expressão. Depois de ver uma entrevista com Yassin Salman AKA The Narcicyst, um MC iraquiano que vive no Canadá, sobre política, hip-hop e a revolução árabe, encontrei um vídeo (acima) que hollywood nunca podia ter feito. Porque mostra as faces de árabes através de uma outra lente, como os árabes realmente são, como todos os outros. De todos os tamanhos e cores, com todos os tipos de visual e com uma enorme diversidade de sorrisos. Como eu e como vocês.

Toda a música de Narcicyst pode ser baixada aqui.

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