Farewell to a Panther / Adeus a uma Pantera


Just a few days away from the death of one of the great poets of the North-American black revolution, Gil Scott-Heron, another Black Panther Party activist departs. Geronimo Pratt, godfather of Tupac Shakur and persona non grata for FBI’s COINTELPRO program, was wrongfully accused of the rape and murder of Caroline Olsen, a peace activist. A crime for which he was convicted in 1970, as the result of a testimony by a FBI and LAPD informant who lied under oath. The acknowledgement of the wrongful conviction didn’t come until 1997, when new evidence presented in court gave Pratt his freedom back. Meanwhile he had spent nearly 30 years in jail, 8 of which in solitary confinement. Like he told in an interview, 24 hours, no outside walks, in a small space with no bed and a hole on the floor as toilet. When Pratt finally walked away from prison, he took life back like a true panther and remained an activist to the end of his life. There are people like that: extraordinary. Geronimo Pratt died yesterday at the age of 63.

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Apenas alguns dias após a morte de um dos grandes poetas da revolução negra norte-americana, Gil Scott-Heron, partiu mais um ativista do Partido dos Panteras Negras. Geronimo Pratt, padrinho de Tupac Sakur e persona non grata no Programa COINTELPRO do FBI, foi falsamente acusado do estupro e assassinato de Caroline Olsen, uma ativista pela paz. Um crime pelo qual foi condenado em 1970 como resultado do testemunho de um informante do FBI e LAPD (Departamento da Polícia de Los Angeles) que mentiu sob juramento. O reconhecimento pela condenação injusta só veio em 1997, quando novas provas apresentadas em tribunal devolveram a Pratt sua liberdade. Entretanto, ele passara quase 30 anos na prisão, 8 dos quais em solitária. Como ele contou numa entrevista, 24 horas sem sair, num espaço sem cama onde um buraco no chão servia para as necessidades fisiológicas. Quando finalmente saiu da penitenciária, Pratt tomou a vida de volta como uma verdadeira pantera e permaneceu um ativista até ao fim da vida. Há pessoas assim: extraordinárias. Geronimo Pratt faleceu ontem com 63 anos.

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