Erasable Lives and Cairo Street Art / Vidas Apagaveis e Arte de Rua no Cairo


The Egyptian Revolution took place one year ago and was followed by an Arab spring of uprisings. Among the thousands who took to the streets were of course the young artists – a crowd by the way frequently found in these sorts of events, be it in Egypt or anywhere in the world. And among this young artists was one of the first martyrs of Tahrir Square, Ahmed Basiony, mentioned on this blog nearly a year ago. The violence of the early days of the revolution and the death of  friend, catalyzed an independent street art movement, the Young Artist’s Coalition, who spent 2011 celebrating the end of Mubarak’s 30 year reign, by filling the streets of Cairo with the colors of revolutionary graffiti. They came to the spotlight last July when they painted on Tahrir Square, the space signifying their revolution where so much happened and so many were butchered by their nation’s brutal riot police.They opened the debate around the institutional uses given to the public space, questioning them, in parallel to the much larger questioning of public institutions that was taking place around the Middle East.

And now, one year on, the revolution is far from over. Cairo fell once more in the hands of bureaucrats, and the police can once again simply grab a woman protestor of her clothes, stripping her and kicking her in the chest. Which shows that tirany still reigns, and therefore so does resistance. The Young Artist Coalition is made of people who lived their entire lives under the tirany of the Mubarak regime and for whom art became inseparable from resistance. How to erase the last 30 years of history that have been their own entire lives? And what about the last 60 years? 90 years?

Shift Delete 30 is an exhibition where 13 members of The Young Artist’s Coalition conceptualize that idea, while examining their own lives and the history of their country. The works of Bassem Yousri, Osama DawodAhmed El Samra, Mohamed Mohsen (aka Chetos), Osama Abdel Moneim, Islam Kamal, Mohamed Abdallah, Mohamed Ezz, Ahmed Abdel Fattah, Tamer Shahen, Amr Amer, Ibrahim Saad and Mostafa El Bana are currently being shown at Cairo’s Beit Al Uma (House of the Nation) – where ironically lived the first prime-minister of Egypt (1923), Saad Zaghloul, who had previously fought European colonization of his land. Another life of resistance that can never be deleted.

How many generations have been living erasable lives?

Vinegar .. Soldier .. Cola, by Mohamed Ezz

A revolução egípcia aconteceu tem um ano e foi seguida de uma primavera Arabe de revoltas. Entre os milhares que saíram para as ruas estavam obviamente os jovens artistas – gente que sempre aparece nestes eventos, seja no Egito ou onde for. E entre estes jovens artistas estava um dos primeiros martires de Tahrir Square, Ahmed Basiony, que mencionei neste blog vai fazer um ano. A violência daqueles primeiros dias e a morte de um amigo catalisaram um movimento de arte de rua independente, a Young Artist’s Coalition (Coligação de Jovens Artistas), que passaram 2011 celebrando o fim do reinado de Mubarak, enchendo as ruas do Cairo com as cores do graffiti da revolução. Ficaram mais conhecidos quando em julho pintaram a Praca de Tahrir, o espaço insignia da revolta onde tanto aconteceu e tantos foram massacrados pela brutal policia de choque. Abriram o debate sobre os fins institucionais dados ao espaço público, questionando os mesmos, paralelamente ao questionamento mais abrangente sobre as instituições púbicas que ocorria por todo Oriente Médio.

E agora, um ano depois, a revolução está longe de acabar. O Cairo mais uma vez caiu nas mãos dos burocratas, e a policia ainda pode arrastar uma mulher num protesto, rasgando-lhe a blusa e dando-lhe pontapés no peito. O que mostra que ainda reina a tirania, e portanto também a resistência. A Coligação de Jovens Artistas é feita de gente que viveu sua vida inteira sob a tirania do regime de Mubarak e para quem a arte se tornou inseparável da resistência. Como apagar os últimos 30 anos de historia, se estes foram sua vida inteira? E os últimos 60? 90?

Shift Delete 30 é uma exposição onde 13 membros da Coligação de Jovens Artistas conceitualizam essa ideia enquanto examinam suas próprias vidas e a historia de seu pais. Os trabalhos de Bassem Yousri, Osama DawodAhmed El Samra, Mohamed Mohsen (aka Chetos), Osama Abdel Moneim, Islam Kamal, Mohamed Abdallah, Mohamed Ezz, Ahmed Abdel Fattah, Tamer Shahen, Amr Amer, Ibrahim Saad and Mostafa El Bana estão em mostra na Beit Al Uma (Casa da Nação) no Cairo – onde ironicamente morou o primeiro ministro egipcio (1923), Saad Zaghloul, que no inicio do século lutou contra a colonização europeia da sua terra. Outra vida de resistência que jamais será apagada.

E quantas mais gerações viveram vidas apagáveis?

Bits and Pieces, by Tamer Shahen

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