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GasLand, the Saudi Arabia of Natural Gas / Terra do Gás, a Arábia Saudita Do Gás Natural

ENGLISH VERSION WRITTEN AND TRANSLATED BY ME FOR SHVOONG

Imagine abrir a água na cozinha e poder incendiá-la. Você esperaria uma explosão?

Pois é isso mesmo que comunidades rurais nos Estados Unidos estão tirando das torneiras por todos os lugares onde se minera gás natural. Quando Josh Fox recebeu uma proposta de uma companhia de Petróleo e Gás para arrendar a sua propriedade de 80 mil metros quadrados, resolveu partir numa viagem por “GasLand“, a terra do gás, e descobrir que história era aquela. Depois de viver a vida inteira numa linda casa construida em 1972 por seus pais hippies, no estado da Pensilvânia, o diretor de cinema fez a descoberta surpreendente que a sua terra se situava sobre uma formação rochosa, conhecida por Marcellus Shale, e por vezes chamada de Arábia Saudita do Gás Natural.

Admirado com a facilidade de alugar a sua propriedade a uma companhia de Petróleo e Gás por cerca de 100.000 doláres, Josh começou por entrevistar seus vizinhos sobre a proposta da empresa. O resultado saiu este ano como um dos candidatos ao Oscar de melhor documentário. GasLand rastreia as regulações da indústria começando com o governo Bush e a lei da energia que passou no congresso Norte-Americano em 2005. A lei foi proposta por nada menos que Dick Cheney, então vice-presidente e antigo diretor executivo da empresa Halliburton, responsável pela tecnologia de mineração conhecida por Fraturamento Hidraulico ou Fracking, que é hoje usada por companhias como Encana, Williams, Chesapeake e Cabot Oil and Gas. Depois de descobrir que a nova lei de energia isentava essas companhias de regulamentos sobre a qualidade da água e do ar em vigor desde a administração Nixon, Josh ficou ainda mais desconfiado.
A suspeita levou-o por uma viagem no país, do Colorado ao Oklahoma, pelos campos de mineração da América, e ao interior das bacias rochosas onde se encontra o gás natural. A tecnologia fracking quebra essas bacias com um jato de água misturada com quimicos, jogado a cerca de 2500 metros de profundidade. O problema é que esses químicos são soltos no ar, na água, em todos os organismos vivos, destruindo o modo de vida de numerosas comunidades rurais, deixando pessoas e animais doentes. Sintomas tipicos incluem dores de cabeça, perda de olfato, desorientação, dores no corpo excruciantes e finalmente a morte. E apesar do fato das companhias de Petróleo e Gás não serem obrigadas a tornar público quais químicos são utilizados neste tipo de mineração, Josh Fox entrevista a ambientalista premiada Theo Colborn, cujo ativismo identificou cerca de 900 produtos químicos utilizados no Fracking e prejudiciais para a saúde humana.
GasLand destroi o mito do gás natural ser uma indústria limpa e segura, e enquanto Josh observa que a tecnologia Fracking promete se extender pelos campos da Europa, da Africa e da América Latina, somos deixados com a sensação desconfortável que em breve ar e água contaminados podem se alastrar do quintal do diretor ao nosso. Um documentário a não perder.

We’re screwed / Estamos fodidos

we're screwed

It’s not the first time that New Yorkers wake up to the real news. The Yes Men have done it again and published a ‘special edition’ of the New York Post yesterday. It focused on climate change, a topic illustrated by the huge headline: WE’RE SCREWED! Right on time for the YET AGAIN meeting – this time in Copenhagen – that our useless politicians keep having to discuss what to do about the problem. And so they meet and meet and meet. But… have you seen any results?  

You can view this very special edition at: http://nypost-se.com/todays-paper/ And learn more about the prankster aRtivists by clicking on the links to their sites, on the right under media (‘corporate humiliation: The Yes Men’) and under causAs (‘Beyond Talk, Act Now’).

The Yes Men are notorious for their humourous take on anti-corporate activism. About 5 years ago one of them posed as Jude Finisterra from Dow Chemicals playing a prank on BBC. In an interview he announced that the corporation was going to pay billions in compensation to the Indian inhabitants of Bophal, victims of an environmental disaster 25 years ago that has killed thousands to this date. It was obviously a hoax that the BBC soon realized and the world of corporate media quickly condemned as a deception on the hopes of Bhopal’s vicims. But wait a minute… what bigger deception than to have seen the lives of thousands in your community destroyed while being ignored for decades by those responsible? Corporate media just looooooves to drive attention away from the real issues don’t they? 

This time however, The Yes Men’s ‘fake’ edition is only ‘fake’ because it was not published by the newspaper itself. But the issue calls attention to a very real report by the New York City Panel on Climate Change. This report, which you can read at http://www.nyc.gov/html/om/pdf/2009/NPCC_CRI.pdf, comments on the serious impact that extreme flooding and heat waves will have on NYC’s infrastructure.

Recently, The Yes Men debuted as filmmakers at the Sundance Festival with ‘The Yes Men Fix the World’, a film about the many pranks they pulled out over the years. Hopefully, this film will be available for downloading soon in an internet close to you. The site for the trailer: http://theyesmenfixtheworld.com/

Enjoy!!! Oh and I leave you with a photograph of the equipment proposed by the Yes Men  in order to survive any future catastrophes that may hit you wherever you are… Made by our very own Dick Cheney’s Halliburton. fix the world

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Não é a primeira vez que os nova-iorquinos ‘acordam’ para a realidade. Ontem os Yes Men repetiram uma proeza do passado e publicaram uma ‘edição’ especial do New York Post distribuída logo de manhã pela cidade. A edição, dedicada ao tema mudanças climatéricas, levava a enorme manchete ESTAMOS FODIDOS! Mesmo a tempo para MAIS UMA conferência – desta vez em Copenhague – para discutir o problema. Eles fazem conferências e mais conferências e mais conferências mas não resolvem nada. Ou vocês já viram alguns resultados?

Vejam a edição especial em: http://nypost-se.com/todays-paper/ E para mais informação sobre estes aRtivistas cliquem nos links de seus sites, à direita nas categorias mEdia (‘corporate humiliation: The Yes Men’) e causAs (‘Beyond Talk, Act Now’).

Os Yes Men são notórios pelo táticas hilariantes que usam no combate anti-corporativismo. Há 5 anos um deles passou por Jude Finisterra da Dow Chemicals e pregou uma partida à BBC. Numa entrevista anunciou que a corporação iria pagar bilhões em compensação aos habitantes de Bhopal na India, vitimas de um desastre ambiental, causado pela Dow, que ocorreu tem 25 anos e que matou até à data milhares de pessoas. Obviamente era uma mentira, como depressa ficou sabendo a BBC, e a midia corporativista apressou-se a condenar a ação como um logro dirigido às esperanças das gentes de Bhopal. Mas então esperam lá… que maior logro poderá haver, que ver as vidas de milhares na nossa comunidade serem destruídas e assistir de mãos atadas à impunidade dos responsáveis? A midia corporativista adora desviar o assunto.

Desta vez, a edição publicada pelos Yes Men só é ‘falsa’ porque não foi publicada pelo próprio New York Post. Mas chama a atenção para um verdadeiro relatório publicado pelo Comitê Nova-Iorquino de Mudanças Climatéricas. Este relatório, que pode ser lido em http://www.nyc.gov/html/om/pdf/2009/NPCC_CRI.pdf aborda o sério impacto que fortes cheias e calor extremo irão causar nas infraestruturas de Nova Yorque.

Recentemente, os Yes Men debutaram como diretores de cinema no Festival Sundance com o filme ‘The Yes Men Fix the World’, sobre as muitas peças que já pregaram ao longo dos anos. Espera-se, que este filme fique disponível em breve para baixar numa internet perto de si. O site do trailer: http://theyesmenfixtheworld.com/

Acima, uma foto do equipamento proposto pelos Yes Men para sobreviver quaisquer futuras catastrofes que nos possam atingir onde quer que estejamos…Fabricada pela Halliburton, empresa da qual foi diretor o nosso muito querido Dick Cheney.